quinta-feira, 30 de abril de 2026

Explorando Modelagem: Três Tops de Alças a Partir da Mesma Base

Uma peça que uso imenso no verão é o top de alças. Agora que estou a aprender modelagem, decidi aventurar-me a criar alguns modelos a partir das minhas bases — e este processo rendeu três versões diferentes.

Primeira versão: testando a base com pences

Comecei pelas minhas bases de corpo e fiz uma blusa com pences. Usei o tecido que tinha cortado de um vestido de linho para fazer a peça piloto. Como não tinha tecido suficiente, precisei colocar uma costura no centro da frente e fiz as costas retas.

Neste molde, os ajustes foram transferidos para a pence de busto, o que fez com que ela ficasse demasiado larga e, ao costurar, acabou por ficar bicuda. Mesmo assim, vou usá-la em casa. Aliás, já a usei várias vezes — queria testar o comprimento e a posição das alças, por isso fui ajustando, vestindo, anotando e repetindo até encontrar o que funcionava melhor. No final, optei por alças cruzadas, que adoro e que nunca escorregam.

Segunda versão: base sem pences e com folga mínima

Para a segunda blusa, usei a base de corpo sem pences e com 0,5 cm de folga. Usei o mesmo molde para frente e costas. Mais uma vez recorri ao linho de um vestido, e a ideia era fazer a blusa com duas camadas na frente e nas costas — mas o tecido não chegou para as costas.

Apesar disso, gostei muito do resultado final. Tanto que já planeio fazê-la novamente noutro tecido.

Terceira versão: replicando uma blusa favorita

Com o molde base testado e aprovado, decidi usá-lo para replicar uma das minhas blusas preferidas. Ela já tinha vários fios puxados, por isso estava na hora de a reformar.

Usei viscose de um vestido e o molde base anterior, ao qual acrescentei 5 cm no centro para criar o franzido. Como queria usar elástico em vez de fio elástico, coloquei um forro até à cintura: assim consegui passar o elástico por dentro do forro e, ao mesmo tempo, garantir um acabamento limpo no decote e nas cavas.

Usei o mesmo molde para frente e costas, mas depois de vestir percebi que as costas ficaram com tecido a mais. Para a próxima, vou acrescentar apenas metade do valor nas costas (2,5 cm).

Trabalhar com elástico: truques que facilitaram muito

Como usei um elástico fino (5 mm), precisei colocar o elástico antes de fazer o túnel — caso contrário, não conseguiria puxá-lo. Para elásticos mais largos, é possível (e até mais fácil) fazer primeiro os túneis e só depois passar o elástico.

Para evitar trabalhar com tecido já franzido, marquei o elástico e passei-o pela blusa sem cortar, mantendo-o do mesmo tamanho da peça. Assim consegui costurar os túneis com o tecido plano. Só no final puxei os elásticos até às marcações, cortei o excesso e costurei-os no lugar.

Para evitar trabalhar com tecido já franzido, marquei o elástico e passei-o pela blusa sem cortar, mantendo-o do mesmo tamanho da peça. Assim consegui costurar os túneis com o tecido plano. Só no final puxei os elásticos até às marcações, cortei o excesso e costurei-os no lugar.

Acabamentos limpos e pequenos desafios

Para conseguir um acabamento limpo na cava, usei o método de virar o forro sobre o tecido principal, deixando as costuras embutidas. Costurei até metade do forro — não ficou bem à primeira, mas à segunda tentativa ficou aceitável.

Uma coisa que não tinha previsto é que, desta forma, o franzido fica solto e ajustável. Se quiser que o franzido fique sempre igual, o ideal é vestir a blusa, ajustar o franzido, prender com alfinetes de segurança e depois passar costuras para fixar. Podem ser costuras verticais distribuídas ao longo da blusa (no decote ou sobre o elástico), ou uma combinação de costuras verticais e uma horizontal em cima da alça e do decote.


 

E agora? Continuar a explorar

Já tenho outro modelo em mente para fazer a partir desta mesma base de blusa de alças. Estou curiosa para ver quantas variações consigo criar a partir de um único molde.

Sem comentários:

Enviar um comentário